O PPGEA realiza ações de ensino, pesquisa e extensão que apresentam resultados de impacto e repercutem em diferentes dimensões. Abaixo descreveremos resumidamente cinco projetos/ações.

 

Ação 1: Fapespa cria nova Rede de Bioeconomia em parceria com universidades UFPA, UNIFESSPA e UFOPA

Descrição: A Fapespa, em parceria com as universidades UFPA, Unifesspa e Ufopa, lança a “Rede Pará de Estudos sobre Contas Regionais e Bioeconomia” para fortalecer a bioeconomia no estado. A iniciativa estabelece um laboratório na UFPA e mobiliza pesquisadores para coletar e analisar dados sobre cadeias produtivas sustentáveis, começando pelo açaí. Com base em metodologias da ONU e IBGE, a Rede desenvolverá indicadores econômicos customizados, promovendo políticas públicas eficazes e incentivando práticas sustentáveis. A ação contribui para a COP 30 ao fornecer informações estratégicas sobre a bioeconomia amazônica e seu impacto no desenvolvimento regional.

Impacto: A criação da “Rede Pará de Estudos sobre Contas Regionais e Bioeconomia” impulsionará o desenvolvimento sustentável no estado ao consolidar dados sobre cadeias produtivas sustentáveis, como a do açaí, e subsidiar políticas públicas eficazes. Utilizando metodologias da ONU e IBGE, a iniciativa ampliará a visibilidade da bioeconomia amazônica, destacando seu potencial econômico e social. Além de fortalecer a pesquisa e a capacitação profissional, a Rede fornecerá indicadores estratégicos para gestores públicos e empreendedores, promovendo um crescimento equilibrado e sustentável. Seu impacto será ainda mais relevante na COP 30, ao embasar debates globais com dados concretos sobre a bioeconomia da Amazônia.

Participantes do PPGEA: Prof. Dr. Danilo Araújo Fernandes | Prof. Dr. Harley Silva.

 

Ação 2: Nova Economia da Amazônia

Descrição: A Nova Economia da Amazônia é um projeto liderado pelo WRI Brasil, em parceria com 76 especialistas de diversas instituições científicas, como UFPA, USP, UFRJ, UFMG, Ipam, Idesam, Associação Contas Abertas, CCCA e Uma Concertação pela Amazônia. A iniciativa busca demonstrar que a conservação da floresta não é um obstáculo ao desenvolvimento, mas uma oportunidade para um crescimento econômico qualificado e inclusivo. Com foco na descarbonização e na construção de um modelo econômico sustentável para a Amazônia Legal, o projeto propõe estratégias para impulsionar setores inovadores e sustentáveis, promovendo uma economia moderna e livre de desmatamento. Ao conectar ciência, políticas públicas e inovação, a Nova Economia da Amazônia fortalece caminhos para o desenvolvimento regional sem comprometer a biodiversidade e o equilíbrio climático.

Impacto: Promover um modelo de desenvolvimento sustentável que fortaleça a economia da região sem recorrer ao desmatamento, beneficiando tanto a população local quanto o Brasil como um todo. Ao integrar ciência, inovação e políticas públicas, o projeto contribui para a descarbonização da economia, a preservação da biodiversidade e a redução da vulnerabilidade socioeconômica da Amazônia. Além disso, ao propor alternativas sustentáveis, como a bioeconomia e a infraestrutura verde, a iniciativa ajuda a consolidar um modelo econômico mais resiliente, inclusivo e alinhado às demandas globais por sustentabilidade, garantindo a proteção da floresta e a geração de oportunidades para as comunidades amazônicas.

Participantes do PPGEA: Prof. Dr. Harley Silva | Prof. Dr. Danilo Araújo Fernandes.

 

Ação 3: Workshop Inovação, Sociobiodiversidade e a Amazônia: Caminhos para modelos de desenvolvimento equitativos que respeitam e preservam a floresta em pé.

Descrição: Diante das ameaças das mudanças climáticas e do desmatamento, a Amazônia enfrenta o paradoxo de possuir uma imensa riqueza natural enquanto persiste a pobreza regional. Este workshop reúne especialistas de diversas instituições acadêmicas, organizações internacionais e iniciativas ligadas à bioeconomia e inovação sustentável. Participam pesquisadores de universidades como UFPA, Oxford, Cambridge e New York University, além de representantes de instituições como CEPAL, FAPESPA, Bio-Inspirations, Biotec Amazônia, Distrito de Inovação de Belém e diversas organizações focadas em desenvolvimento sustentável e políticas ambientais. A partir de perspectivas baseadas na bioeconomia, serão discutidas estratégias que vão desde biotecnologia e rastreabilidade agrícola até inovações inspiradas na biodiversidade, pouco exploradas, mas essenciais para um modelo econômico mais sustentável. O evento adota um formato de mesa-redonda, incentivando o pensamento coletivo e a troca de ideias para impulsionar políticas públicas, inovação industrial baseada na natureza e ecossistemas regionais de inovação. O objetivo é criar caminhos para uma economia amazônica que equilibre crescimento, conservação ambiental e inclusão social.

Impacto: Fomentar a inovação e a bioeconomia na Amazônia, articulando especialistas para mapear desafios e potencialidades do desenvolvimento sustentável. Orientar a formulação de políticas públicas e estratégias que integrem biodiversidade, crescimento econômico e justiça social. Consolidar redes de cooperação entre instituições e pesquisadores, catalisando soluções inovadoras que fortaleçam a economia da floresta em pé e impulsionem o bem-estar das comunidades locais.

 

Ação 4: Workshop para Formuladores de Políticas Públicas da Amazônia Legal 

Descrição: O workshop reúne representantes das Secretarias Estaduais de Meio Ambiente, delegados da Força-Tarefa GCF, especialistas acadêmicos e membros do governo federal e do setor não governamental para debater estratégias de transição socioeconômica rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável e inclusivo. A iniciativa busca fortalecer a formulação de políticas estaduais de bioeconomia, promovendo a valorização da floresta em pé, a proteção do patrimônio cultural amazônico e a redução da pobreza. O evento enfatiza o papel das secretarias ambientais na construção participativa de soluções econômicas sustentáveis e na facilitação do diálogo interinstitucional, garantindo a integração entre gestão ambiental e desenvolvimento socioeconômico na região amazônica.

Impacto: O workshop fortaleceu a formulação de estratégias sustentáveis ao reunir gestores públicos, especialistas acadêmicos e representantes governamentais. O evento promoveu o intercâmbio de conhecimentos, resultando no aprimoramento de políticas de bioeconomia que valorizam a floresta em pé, protegem o patrimônio cultural e reduzem a pobreza. Além disso, impulsionou a cooperação interinstitucional e a construção de soluções inovadoras para o uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia.

Participantes do PPGEA: Prof. Dr. Harley Silva | Prof. Dr. Danilo Araújo Fernandes | Prof. Dr. Ricardo Bruno Nascimento dos Santos

 

Ação 5: Gestão de Resíduos Sólidos, Educação Ambiental e Inovação em Bioeconomia para Belém rumo à COP 30 - 2024-Atual.

Descrição: O projeto "Gestão de Resíduos Sólidos, Educação Ambiental e Inovação em Bioeconomia para Belém rumo à COP 30" tem como objetivo a cooperação entre a ITAIPU Binacional, a Fundação Parque Tecnológico Itaipu Brasil (Fundação PTI-BR), a Prefeitura Municipal de Belém, e a Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP). O foco é implantar um núcleo de inovação em bioeconomia, modernizar o programa de gestão de resíduos sólidos recicláveis e promover educação ambiental em Belém. O projeto visa fortalecer projetos de sustentabilidade alinhados aos conceitos defendidos pela ITAIPU Binacional e PTI-BR na COP 30, adaptados às necessidades e vocações locais. Além disso, o projeto aborda o desenvolvimento da economia do hidrogênio (H2), com foco na redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), explorando o uso de energia elétrica renovável e a análise de propulsores elétricos movidos a hidrogênio verde para embarcações de pequeno porte.

Impacto: O impacto do projeto é significativo, pois promove a sustentabilidade local por meio da gestão eficiente de resíduos sólidos e da educação ambiental, além de inovar na implementação de bioeconomia com foco na redução das emissões de gases poluentes. A modernização das embarcações utilizando hidrogênio verde contribui para o desenvolvimento de uma economia limpa, alinhada aos objetivos globais de redução de emissões e de promoção de fontes de energia renovável. Ao fortalecer a parceria entre instituições locais e internacionais, o projeto contribui para a transformação ambiental e o desenvolvimento sustentável de Belém, alinhando-se aos objetivos da COP 30 e gerando um impacto positivo na qualidade de vida da população e no meio ambiente.

 

Ação 6: Rede de Pesquisa, Inovação e Tecnologia Social em Gestão de Resíduos Sólidos, Sustentabilidade e Economia Solidária (REPITES) - 2020-Atual.

Descrição: O projeto REPITES integra diversas Instituições de Ensino Superior (IES) de todas as regiões do Brasil, reunindo pesquisadores especializados em economia solidária, tecnologia social e extensão inovadora. Sob a liderança da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e Universidade Católica de Pelotas (UCPel), a iniciativa busca promover a inclusão socioprodutiva de catadores de materiais recicláveis, alinhando-se à Política Nacional de Resíduos Sólidos e aos princípios da economia solidária. O projeto foca na gestão de resíduos sólidos, criando um espaço para o intercâmbio de experiências acadêmicas e metodológicas para a melhoria das condições de trabalho e renda de catadores por meio de empreendimentos econômicos solidários. As atividades envolvem coleta de dados qualitativos e quantitativos, utilizando ferramentas como formulários e rodas de conversa, sempre com ênfase na inovação e na tecnologia social.

Impacto: O impacto do projeto REPITES é significativo em várias dimensões, tanto sociais quanto ambientais. O projeto REPITES tem um impacto significativo ao promover a inclusão socioprodutiva de catadores de materiais recicláveis, alinhando-se à Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Nº 12.305/2010). Ele integra universidades de diferentes regiões do Brasil e fortalece a economia solidária e a tecnologia social, melhorando as condições de trabalho e renda dos catadores e promovendo práticas sustentáveis na gestão de resíduos sólidos. O projeto também contribui para a pesquisa científica, gera dados para políticas públicas e fomenta a colaboração interinstitucional, ampliando seu impacto em diversas áreas, como meio ambiente, inclusão social e inovação.

   

Ação 7: Ações Interventivas para a Permanência com Qualidade e Equidade de Estudantes Indígenas e Quilombolas nos Cursos do ICSA - 2019-Atual.

Descrição: O projeto "Ações Interventivas para a Permanência com Qualidade e Equidade de Estudantes Indígenas e Quilombolas dos Cursos do ICSA" busca dar continuidade ao apoio ao processo de aprendizagem de estudantes indígenas e quilombolas no Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA) da UFPA, iniciado em 2018. Seu objetivo é criar um Plano de Ação para ajudar esses estudantes a superarem as dificuldades acadêmicas, promovendo a autonomia intelectual. O projeto reconhece as dificuldades enfrentadas por esses estudantes, como o baixo rendimento nas disciplinas, dificuldades com a literatura obrigatória, e desafios em normas de escrita e oralidade. Essas questões têm gerado um alto índice de desistência dos cursos e evidenciam a necessidade de estratégias que garantam a permanência com qualidade e equidade na universidade.

Impacto: O impacto do projeto é de grande relevância, pois busca reverter a exclusão acadêmica e oferecer aos estudantes indígenas e quilombolas as condições necessárias para superar desafios e concluir seus cursos com qualidade. A implementação de ações nas áreas de apoio acadêmico, formação em educação intercultural e assessoria às comunidades permite uma abordagem integral que vai além da sala de aula, envolvendo também temas como território e direitos sociais. Essas ações contribuem para a inclusão e permanência desses estudantes na universidade, promovendo equidade e valorização das suas culturas, ao mesmo tempo em que combate preconceito étnico-racial e discriminação.

 

Ação 8: Núcleo de Pesquisa e Extensão em Saberes e Práticas Agroecológicas - 2018-Atual.

Descrição: O Núcleo de Pesquisa e Extensão em Saberes e Práticas Agroecológicas (CNPq Edital 21/2017) visa integrar pesquisa e extensão de forma inter e transdisciplinar, focando nos saberes e práticas agroecológicas. O projeto busca investigar, descrever e analisar os saberes tradicionais agroecológicos nas comunidades envolvidas, promovendo e acompanhando experiências agroecológicas em comunidades camponesas tradicionais. O objetivo é potencializar a produção agroecológica na região, incentivando a produção científica de alunos de graduação e mestrado sobre agroecologia, além de abordar a relação entre saber científico e saber tradicional. O projeto também articula a universidade, as comunidades, movimentos sociais e organizações de apoio, criando uma comunidade de prática em agroecologia.

Impacto: O impacto do projeto é amplo, pois fortalece a produção agroecológica em comunidades tradicionais, promovendo a sustentabilidade e o desenvolvimento local. Além disso, o projeto contribui para o fortalecimento do saber tradicional, ao mesmo tempo que fomenta a integração entre saberes científicos e populares, promovendo uma maior cooperação entre universidade, comunidades e movimentos sociais. A formação de alunos qualificados e o estímulo à produção científica de impacto social ampliam o alcance da agroecologia e suas práticas sustentáveis, gerando conhecimento aplicável à realidade local e à preservação ambiental.

 

Ação 9: Projeto Incubação de Empreendimentos Econômicos Solidários no Estado do Pará: a construção da extensão universitária inovadora - 2018-2019.

Descrição: O projeto "Incubação de Empreendimentos Econômicos Solidários no Estado do Pará: construção da extensão universitária inovadora" é desenvolvido pelo ITCPES/UFPA e tem como objetivo promover a incubação de empreendimentos econômicos solidários, integrando ensino, pesquisa e extensão universitária. Focado na economia solidária, o projeto visa apoiar a organização socioprodutiva da agricultura familiar, com atuação tanto no campo quanto na cidade, abordando autogestão e geração de trabalho e renda. Os beneficiários incluem lideranças do movimento social rural, agricultores familiares, pescadores e extrativistas em áreas como o Território da Cidadania do Baixo Tocantins, Salgado Paraense e Região Metropolitana de Belém.

Impacto: O impacto do projeto é profundo, pois contribui para o desenvolvimento territorial sustentável, promovendo a autonomia dos empreendimentos solidários e fomentando a inclusão social. Ao trabalhar com políticas públicas integradas, o projeto fortalece a organização local, garantindo melhores condições de trabalho e renda para os participantes. A formação técnica e a assessoria fornecida pela equipe do ITCPES/UFPA são fundamentais para a gestão eficiente dos empreendimentos, o que possibilita o crescimento sustentável dessas iniciativas. Em termos de resultados, o projeto atendeu a cinco empreendimentos em diferentes municípios, impulsionando a inovação na extensão universitária e gerando um impacto positivo nas comunidades envolvidas.